Brasília?


Aqui estou eu novamente. Andei sonhando, mas não tinha um conteúdo consistente para que eu pudesse atualizar. Meus sonhos são tão retalhados! E depois que eu acordo cada vez mais esqueço deles. É incrível a rapidez de meu esquecimento!
E é o que está acontecendo hoje. Tive um sonho, quando acordei alguns detalhes já haviam se perdido, mas uma boa parte dele está ainda bem vivo na minha memória. Agora acho que lembro só uns 50% dele.
Não lembro como começou. Lembro de que eu estava em Brasília, na casa de meus avós. Brasília, por sinal, era totalmente diferente em meu sonho. Não parecia ser Brasília. Meus avós pareciam morar na Vila Militar - onde eles realmente moraram alguns anos atrás - , que era totalmente diferente da vila real, pois eu já estive lá inúmeras vezes. A vila de meu sonho parecia com a daqui do Rio em Deodoro, só que mais bonita e mais cuidada.
Parecia que eu tinha ido a alguma festividade ou reunião social (que seja! Desta parte não lembro!) no dia anterior (ou então, fui fazer prova de algum concurso. Tenho essa impressão também). Então, no dia seguinte, fui dar uma volta pela vila. Decidi ir mais além. Passei por uma rua e continuei andando sem saber muito bem para onde eu estava indo. Saí em uma rua mais movimentada com um posto de gasolina, segui por ela mais um pouco e vi um McDonald's. Quis ir, mas não tinha dinheiro.
Um pouco mais atrás dele, havia um mini shopping. Pensei: "Ah, então este é o novo shopping perto da vila que me falaram." Embora eu estivesse vestida com roupas de "casa" e de chinelos, um pouco mal arrumada para um shopping, entrei (com um certo constrangimento, como eu ficaria se fosse real, não gosto de sair mal arrumada). O shopping era mais um cinema gigante comunitário. No meio, haviam muitas cadeiras, viradas para cada tela. Eram umas três - uma no fundo, uma a direita e outra a esquerda, e todas passando o mesmo filme. Estava bem cheio, mas não ao ponto de não conseguir andar, ninguém assistia o filme em pé. Andei até os fundos e voltei, não havia nada mais de interessante.
Quando já me aproximava da saída, um garoto de boné que olhava só para a tela não me deixava passar. Então pedi que me deixasse e nada. Perguntei porque e ele olhou para mim. Ele era muito bonito, era muitíssimo loiro (parecia natural) e tinha os olhos de um azul tão profundo quanto o mar. Embora parecesse albino, não era. Ele me deitou no chão (essa parte está obscura, não sei como se deu) me prendendo com uma delicadeza. Disse algumas coisas que não lembro mais, ele queria ficar comigo, e não queria. Disse-lhe que eu morava no Rio e que tinha um namorado (que me esperava) e que gostava dele e que não queria traí-lo. Ele então falou que realmente gostava de mim e que seria melhor que meu namorado, e deu a entender que morava no Rio também. Pedia-me um beijo e não deixava (com muito custo) e eu me dizia "Não posso fazer isso! Não posso fazer isso!" (nota: minha consciência pesava só pelo fato de eu achá-lo muito bonito). Mas acabei por ceder. E então comecei a sentir consciência mais pesada.
Ele me levantou e eu, ele e a Gisele, uma amiga minha de BH, saímos (onde é que ela estava??? Vai entender, né?). Parecia que ele já me conhecia (algo relacionado a reunião). Eu comentava que achava um absurdo eu ter beijado um garoto que eu nem conhecia, nem sabia seu nome, e ter namorado. Disse meu nome e ele parecia saber, e ele disse o dele (que não lembro mais, na verdade, nem lembro mais de seu rosto, lembro de pegar nos cabelos de sua nunca loira quando me beijou). Eu falava da minha preocupação de ter traído, com que cara eu diria para meu namorado, e ele insinuava que eu o deixasse, que ele não era digno de ter uma namorada como eu. E eu me culpava e me confundia ainda mais.
Disse que não sabia voltar para vila, e ele falou brincando que também não sabia, mas estava me levando de volta. Paramos em um camelô que vendia balas (Brasília tem camelô pelas ruas??? Nunca vi, não como no Rio) para Gisele comprar algumas. Ela nos deu bala e continuamos. Meu sonho terminar quando chegamos na rua da entrada da vila, onde foi o ponto inicial do sonho.
Nossa! Acho que meus sonhos são tão urbanos! Não sei o que dizer a respeito dele, sei que fiquei com consciência pesada no sonho e não sabia o que fazer. Engraçado que no sonho eu pensava "Não acredito que um cara lindo desse quer ficar comigo! Não sou muito bonita... Ele quer tirar uma com a minha cara!" - quando a esmola é demais, o santo desconfia, só podia ser sonho mesmo. Talvez seja algo para quebrar essa minha maré de baixa auto estima, não importa o quanto eu meu arrume e no final me ache linda esperando ouvir algo ou ver algum gesto, quando entro em contato com os outros parece que eu murcho por causa deles, me sinto patética.

Anime Center


Esta vez, sonhei com o Anime Center... Mas com é de costume, mais um sonho desconexo e com buracos.
O que posso lembra é que nós (? - não lembro quem eram esse "nós") estávamos a caminho do Anime Center, era na UERJ, que fica em Copacabana (?! - sim, neste sonho a UERJ ficava em Copacabana e o Maracanã também, algo assim do tipo...), mas quando chegava lá, não entrava porque eu não estava arrumada, então fui a casa de alguém (? - não sei se era de alguém, que não faço a mínima idéia, ou se era minha casa) para me arrumar. Quando acabei, fomos para a UERJ à pé e nos enfiamos em cada buraco... Ficamos um pouco perdidos, mas chegamos lá, só que chegamos tarde demais, pois já estava acabando. Sem contar que nos perdemos lá, entramos em um bloco errado que estava em condições precárias.
Já perdida a viagem, ficamos conversando com um homem e um garoto, que ficavam tomando conta da entrada, e eles haviam conseguido namoradas. Uma delas - que tinha um jeito meio cigano - tinha um violino que o garoto tentava tocar. Então, pedi o violino emprestado e tentei também. O arco era muito estranho, parecia um leque, dificultava muito. Acabei por estragar o arco. Pedi desculpas envergonhada.
O que pude perceber neste sonho é que não era "em preto e branco", como geralmente tenho impressão, mas sim em tom escuros como em um dia com nuvens bem escuras, anoitecendo. Principalmente na parte final do sonho.
Fui, há muito tempo, em um evento em Copacabana. E no fim de 2006, fui em um na UERJ. Não conheço ninguém que more em Copacabana ou nos arredores da UERJ. Quanto ao violino, acho que foi porque ontem fale com a professora de violino... Não tenho nenhuma explicação para este sonho. Será que meu subconsciente está me pedindo para ir em um evento de desenho japonês?

Fragmentos

Neste período que fiquei ausente (que não foi muito), tive mais dois sonhos dos quais não lembro nem 10% deles... O que adiantava vir aqui escrever sobre eles sem saber? Mas nestes, percebi que tinha pessoas que eu conhecia, e o local era familiar.
Consigo lembrar (pelo menos um pouco mais) os sonhos que tive hoje. No primeiro, não lembro como começou, mas lembro que eu estava no parquinho do condomínio onde moro com algumas pessoas que não lembro ou não sei quem são, à noite. Nós jogamos Jo-Ken-Po e depois começamos a jogar poker, eu acho.
Então, de repente, vi uma garota passar chorando e correndo descabelada. Ela olhou para mim e pareceu mais triste. Era minha amiga Janaína. Larguei tudo na hora e corri atrás dela. Consegui alcançá-la. Paramos e nos sentamos na pista de skate. Debaixo do bloco 3, o Ivandro estava sentado conversando com uma garota.
Perguntei-lhe se ela chorava por causa de mim. Disse-lhe que não queria fazê-la triste, mas para quem se considera amiga, eu não estava bem. E expliquei que não fui a sua casa porque fora aniversário da minha avó.
Ela pareceu bem compreensiva e já não chorava mais. Olhou para o lado, viu a locadora e me perguntou se eu não queria assistir um filme com ela. Respondi que só se fosse na minha casa, pois eu não poderia ir até a sua casa aquela hora.
Já no segundo, lembro muito menos. Penso que foi mais curto. Acho que eu estava em casa com o garoto que parecia ser meu namorado. Víamos umas fotos batidas por câmeras convencionais muito bonitas de um lugar com essências celtas e parecia que as pessoas estavam vestidas para alguma festividade celta. Tenho a impressão de que ao olhar aquelas fotos eu e ele estávamos lá. Ele me beijava e me abraça perto de umas toras de madeira, e então me dei conta de que, apesar de fisicamente não ser nada parecido com meu namorado real, o jeito dele e o interesse no "próprio umbigo" dele era parecido ou senão igual ao do meu amado real.
Acho que estes dois sonho na verdade são apenas um. No primeiro, não percebi cores, mas no segundo percebi nas roupas das pessoas nas fotos que eram brancas com detalhes em vermelho e verde, as cores de Yule. O motivo de ter sonhado com a festividade deve ser porque tenho muita vontade de participar disso algum dia. Quanto ao poker, é estranho. Nunca joguei isso, só jogo cartas quando estou viajando para casa do meu pai.
Para mim, os sonhos são um alerta ou aviso do nosso subconsciente e/ou refletem uma preocupação que é deixada de lado - mas está lá -, para ser mais exata é como se o ID estivesse preocupado com algo que, enquanto eu estava acordada, eu sabia que tinha que fazer mas não estava preocupada com isso. No caso, foi a aparição dramática da minha amiga. Prometi-lhe que iria visitá-la desde que cheguei de viagem. Ela já me ligou umas quatro vezes me chamando, mas eu não fui ou não pude ir. Terça-feira foi sua última ligação me pedindo para visitá-la, mas prometi-lhe que iria ontem. Não fui porque foi aniversário da minha avó. Estou preocupada com isso. E é melhor que eu a visite mesmo e logo.

Programa Educativo

Dessa vez, o sonho foi algo que parecia ser um programa educativo com animais, tipo o Zoboomafoo. Mais uma vez, o local não parecia ser o Brasil, mas sim os EUA. E mais uma vez, eu parecia não ser nada de importante ou especial, só uma observadora.
Obviamente, não tinha o Zoboo nem os outros personagens, porém, haviam crianças e animais, que eram um tanto estranhos por sinal. Alguém adulto, cujo rosto é indefinido em minha memória, apresentava-os às crianças. Eu não conhecia nenhuma.
Lembro de dois animais. O primeiro era uma ovelha ou carneiro, só que este já era "adulto" e cabia na palma da mão. Pelagem branca e pele escura. O segundo era o que chamaram de mico-leão, um tipo de ou um macaco prego. Contudo, não parecia ser macaco, e sim um chiwawa ou quaisquer dessas raças caninas de pequeno porte e bem peludas. Era muito bonito, porque era bem colorido e com cores bem vivas, onde o magenta e o azul predominavam. Ele parecia muito astuto. Quase não dava para ver os olhinhos, escondidos de trás do pêlo. De repente, ele pulou para uma parede de tijolinhos, escalou e pulou para o segundo andar. Todos foram atrás dele.
Depois disso, há coisas esquecidas.
Cheguei a pegar a ovelhinha na mão, mas ela pareceu nervosa. Então me disseram que era melhor deixá-la quieta. E foi o que fiz.
Mais coisas esquecidas.
Quando eu ia em direção ao grupo, pisei em algo não muito agradável. Não sei se eram as fezes da ovelha ou do mico esquisito. Mas todos riram de mim, e o adulto me falou algo que não lembro, porém o mico repetiu uma das palavras. Fiquei pasma. E então me disseram que ele também era capaz disso.
Este também tive pela manhã. Ouvi (ou li) que só conseguimos lembrar do último sonho que tivemos antes de acordar. Para mim, é verdade; só lembro dos que tenho pela manhã (quando eu lembro). Li que as cores em um sonho dizem muito a respeito do estado emocional (algo assim do tipo). É difícil dizer que cores aparecem nos meus. Sempre tenho a impressão de que são em preto e branco, ou são cores super desbotadas. Neste, pude perceber bem as cores nos animais. Muito brilhantes, principalmente no mico.
Não tenho muitas explicações. Talvez seja porque sou formada como professora (há 3 anos) ou o recente nascimento da minha irmã. A ovelha pode ser porque penso que sou a "ovelha negra". Este sonho não me deu qualquer inspiração...

Uma Aventura Épica


Para abrir de vez o blog, já vou documentando o sonho que tive hoje de manhã.
Como a maioria dos meus sonhos, não consigo lembrar com tanta riqueza os detalhes e nem a ordem certa dos fatos. O que posso lembrar deste sonho é que eu participava, mas não sei o que eu era. Na verdade, parecia que eu ficava só observando. Talvez uma "garçonete" de taberna.
O lugar não era o Brasil, e não havia ninguém do meu cotidiano. Mas aí há algo engraçado: as pessoas pareciam gregas, nas verdade, saídas do filme "300", pois eu via e falava com Leonidas, que se preparava para uma guerra - que não era a do filme, nem existia aquele Deus-rei persa interpretado pelo Rodrigo Santoro. Não havia os trezentos mais, pois parecia que boa parte havia morrido já nessa guerra.
Leonidas lutava por seu povo, contudo, um dos principais motivos de lutar era a mulher por quem se apaixonara, que, no filme, era sua esposa e rainha. Ela também era apaixonada por ele, mas ela pertencia ao lado inimigo e esperava Leonidas fugir com ela.
Parecia que era inverno, pois o chão estava coberto por neve e havia um lago congelado. Contudo, assim como no filme, Leonidas morre junto com o resto de seus bravos soldados. Não lembro se eles caíram no lago congelado ou se foi uma emboscada no lago.
Uma coisa que me chamou bastante atenção é que, neste sonho, parecia que havia alguém (ou até eles mesmo ou os inimigos) que falava russo! Muito louco.
Minhas explicações: Não sei porque sonhei com o filme. Não o vi recentemente. Quando eu o assisti pela segunda vez e última foi no fim de Janeiro. Já a presença do idioma russo deve ser porque eu ando escutando Zemfira e músicas russas, falando sobre isso e o fato de estar cantando e tendo que aprender a cantar músicas com tal idioma.
Todavia, este sonho me deu algumas idéias para colocar em uma história.

Por quê?


Este blog foi criado na intenção de registrar meus sonhos, expor possíveis motivos e guardá-los mesmo, por motivos místicos, para auto-conhecimento e para (talvez) servir de inspiração na escrita de histórias ou poemas no futuro, pois tudo que se guarda na memória aos poucos vai "envelhecendo", perdendo o viço, desbota, morrendo...
O registro é uma medida preventiva. "É melhor prevenir do que remediar". Essa todos nós conhecemos. Fotografamos ou filmamos os momentos mais marcantes de nossas vidas, sei que outros fazem isso de outras formas, e outros mais (talvez uma pequena parcela) ainda registram os momentos marcantes dos quais não gostariam de lembrar. Mas quem registra seus sonhos? Eles são uma fonte inesgotável de informações, é verdade que muito pouco nos lembramos. Mais um motivo para anotá-los.
Há muito venho querendo fazer um diário só para meus sonhos. Nunca chegara a fazê-lo porque eu estava esperando eu fazer meu Grimório (isso soa um pouco estranho), onde uma parte se destinaria a isto. Porém nunca saiu do planejamento. Cansei de planejar e não agir. Quantos anos mais eu teria de esperar para então começar a documentar os sonhos, até que o Grimório ficasse pronto? E se eu não o fizesse? De qualquer maneira, terei que fazê-lo se eu quiser seguir a Arte. Contudo, isso não convém. O que importa é relatar meus sonhos. E foi para isso que este diário nasceu.

Fiat Lux!

Dando vida à criatura...

Este meu primeiro post nada tem de extraordinário. Na verdade, eu não sabia o que escrever para começo... Desculpe a falta de inspiração, criatividade ou seja lá o que. O que importa que já começou. Não se pode mudar o começo e nem o que já passou, mas se pode fazer o futuro. O futuro a gente escreve.